Posts com a tag "livros"

7
mar

eu te dedico

Um projeto muito bacana que descobri por meio do blog Mulher 7×7 foi o tumblr Eu te dedico, que tem propósito de revelar dedicatórias registradas em livros.

“Um livro com dedicatória é um livro com duas histórias, uma que começa no primeiro capítulo e uma que começou antes de se passarem as páginas”, explica a autora.

Quantas não foram as dedicatórias que já passaram pela nossa frente, com sua dose de carinho, amor e humor?

Adorei e fiquei pensando como eu gostaria muito ter tido essa idéia.

Foto: Reprodução

5
mar

o marcador de páginas dos sonhos

Um marcador de página que não amassa as folhas, não cai do livro, é clean e ainda segue a sua leitura. A ideia genial é do designer francês Oscar Lhermitte.

Produzido com uma fita fina de poliester com adesivo nas pontas, este marcador permite interromper a leitura, sem precisar reposicioná-lo e, na volta, encontrá-lo na página correta.

Parece mágica, mas não é. Amei essa ideia!

Assista aqui o vídeo (tem só um minuto de duração).

uem se interessar pela ideia pode contribuir com o projeto Albatros e ainda receber alguns marcadores em casa.

 

19
jun

não é sopa

Dia desses, acordei tão morocoxô, deprê mesmo, que o melhor remédio foi ficar quieta em casa, sem falar com ninguém. Mais tarde, quando bateu a fome me lembrei de uma sopinha de legumes que eu preparara na véspera e que, imediatamente, me fez lembrar de uma crônica da Nina Horta:

Comida de alma é aquela que consola, que escorre garganta abaixo quase sem precisar ser mastigada, na hora da dor, de depressão, de tristeza pequena. Não é, com certeza, um leitão pururuca, nem um menu nouvelle seguido à risca. Dá segurança, enche o estômago, conforta a alma, lembra a infância e o costume. É a canja de mãe judia, panacéia sagrada a resolver os problemas de náusea existencial. O macarrão cabelo-de-anjo cozido mole e passado na manteiga. O caldo de galinha gelatinoso, tomado às colheradas. São as sopas. O leite quente com canela, o arroz-doce, os ovos nevados, a banana cozida na casca, as gelatinas, o pudim de leite.

Resgatei o livro Não é Sopa (Companhia das Letras) na estante e estou, mais uma vez, apreciando suas histórias antes publicadas na Folha de S. Paulo.

A autora não faz crítica gastronômica nem trata das invencionices dos grandes chefs. Trata sim, do sabor dos pratos triviais, como purê de batatas, ovos mexidos, mingau de aveia. Fala da sua implicância com a  abobrinha e todos da sua família: “um pepino deve ser cortado em rodelas finas, temperado co pimenta do reino e vinagre e daí jogado fora porque não presta para nada”.

Trata ainda da comida das grandes mestras, dos livros e filmes e da comida de rua, a chamada comida perversa: “aquela que você come sabendo que é brega e que faz mal. É autodestrutiva e gostosa. Está fincada no imaginário, mata a profunda fome do vulgar de cada um. É mais encontrada em botequins, padarias, nas lembranças de infância, em feiras, na rua”.

Nas quase quatrocentas páginas do livro, permeadas com displicência por receitas diversas,  Nina traduz como ninguém o significado da cozinha: um lugar de memórias, experiências e conversas. É um livro divertido, de leitura saborosa escrito para quem gosta de cozinha e de comida.

1
jun

a vida dupla de um rebelde

Faz um tempo que eu não escrevo sobre livros aqui, mas também faz um tempo que eu livro não me prende como o que acabei de ler a pouco: Rimbaud, a vida dupla de um rebelde (Companhia das Letras, 192 páginas, R$ 35,00).

Trata-se de um ensaio sobre um dos grandes gênios da literatura, tipo como o inventor da poesia moderna e um dos grandes mistérios da história da literatura. Pervertido, rebelde, bandido, aventureiro… esses são só alguns dos adjetivos que são facilmente são unidos ao nome da personagem que inspirou quase uma biblioteca inteira de teses, artigos acadêmicos e livros de crítica.

Precoce, o autor de “Uma temporada no inferno” compôs toda a sua obra antes dos vinte anos. Chocou a Paris da época, com a seu comportamento transgressor e sua atribulada relação com o poeta Paul Verlaine. Como não encontrou o reconhecimento que esperava, e com o fim dessa paixão tórrida – que acabou levando Verlaine para trás das grades -, Rimbaud fez inúmeras viagens, desistiu da poesia e partiu para a África, onde viveu os dez últimos anos da sua vida e dedicou-se ao tráfico de armas.

É um daqueles livros que prendem a atenção e não dá a menor vontade de largar. Recomendo para quem gosta de biografias e literatura.

19
abr

bordados – para ler sem parar

Eu não li Persépolis, primeiro e mais famoso livro da iraniana Marjane Satrapi que inspirou um filme com o mesmo nome. Mas uma crítica na Folha de S.Paulo do último sábado me deixou curiosa para ler seu mais recente livro lançado pela Companhia das Letras, pelo selo Quadrinhos na Cia. Foi o que fiz: depois de uma corrida rápida até a livraria da esquina.

Bordados é um livro delicioso, ilustrado, divertido, bem-humorado, conta histórias de mulheres, mas sem ser feminista-chato de carteirinha. Recomendo! Ah… fiquei com vontade de ler/assistir Persépolis. Depois conto aqui como foi.

Os almoços de família na casa da avó de Marjane, em Teerã, terminavam sempre com o mesmo ritual: enquanto os homens iam fazer a sesta, as mulheres lavavam a louça. Logo depois começava uma sessão cujo acesso só era permitido a elas – o “bordado”.
O “bordado” iraniano seria equivalente ao brasileiríssimo “tricô”, não fosse uma acepção bastante particular: a expressão designa também a cirurgia de reconstituição do hímen, uma decisão pragmática para as mulheres que não abrem mão de ter vida sexual antes do casamento, mas sabem que precisam corresponder às expectativas das forças moralistas do país.
O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane, é uma amostra de mulheres com moral e experiência bastante variadas, mas sempre às voltas com o machismo e a tradição, sobretudo depois da Revolução Islâmica (1979). Casamentos malfadados, virgindades roubadas, adultérios, frustrações, golpes e autoenganos, narrados com a ironia tão peculiar à autora, mostram que no Irã amar e desamar pode ser ainda mais complicado do que podemos supor.

10
abr

na sala com danuza: leitura obrigatória

Comecei a reler o delicioso “Na sala com Danuza”, livro de  Danuza Leão, que na época do seu lançamento figurou por meses na lista dos mais vendidos.

Anos atrás, quando o li pela primeira vez, gostei tanto que li diversos trechos em voz alta. Muito mais do que um manual de etiqueta este livro não apresenta regras, dogmas ou “mandamentos”.  “Este livro é resultado de como eu  vejo certos procedimentos, de como me parece que devemos nos comportar em certas situações, as tradicionais e as mais insólitas, com presença de espírito e bom senso”, explica Danuza logo na introdução.

Com muito bom humor, Danuza mostra ao longo das duzentas e poucas páginas da versão de bolso (Companhia das Letras, R$ 21,00) , como pequenos gestos melhoram o nosso dia-a-dia: “Gentileza não é artigo de luxo, mas de primeira necessidade.”

Com tanta grosseria que a gente vê por aí a fora (e aqui na internet), esse livro deveria ser leitura obrigatória. Para quem não leu vale a leitura, para quem já leu vale a releitura sempre! Abaixo um trechinho do capítulo dedicado à beleza:

O tempo, claro, não melhora a aparência de ninguém. Dizem que melhora a cabeça, mas ainda tenho minhas dúvidas. Aos vinte anos, a textura de nossas  unhas é tão fina quanto madrepérola; os cílios são longos; os cabelos, sedosos; os dentes, naturalmente claros etc. Bem, quando as coisas começam a piorar,você tem que pagar o preço que for para se cuidar. Isso custa paciência, perseverança, tempo, dinheiro, ma vale a pena. Nada para te jogar na mais horrenda depressão como olhar no espelho e enxergar um monstro.

Alguns cuidados não custam nada. Corrija sua coluna. Tenha uma postura ereta. Respire fundo, use toda a capacidade dos pulmões. Ande uma hora por dia. Beba litros de água. Cuide-se. Ame-se mais, muito mais do que a seu próximo. Nem todos têm a sorte de nascer deslumbrantes, com mãos e pés perfeitos etc., mas temos a obrigação de mantê-los sempre bem cuidados. Para ser gentil com os outros, para ser gentil com a gente mesma. Há paixões que acabam quando vemos pela primeira vez o pé do namorado. Ouviram, rapazes?

Lembre-se que não existe ninguém irremediavelmente feio e nada que não possa ser melhorado. Todos têm essa possibilidade, e é tão divertido! Sabe aquele dia em que parece que tem uma nuvem cinza bem em cima da sua cabeça? Pois nesse dia, mais do que nunca, acerte sua coluna, levante a cabeça e vá em frente. Não pergunte por quê – é atraso de vida –, apenas faça.

Fora a atenção dispensada à beleza, procure ser organizada. Existem mulheres cuja bolsa é tão bagunçada que dá a impressão de que dela vai sair um filhote de jacaré. Leve sempre na bolsa batom, pó (pó-de-arroz), lenços de papel, escova de dentes, dentifrício, fio dental, guaraná em pó, tranqüilizantes (para o caso de ver uma vitrine um vestido que te tire o fôlego), cartões de crédito, cash, talão de cheques, caneta, documentos e camisinhas, de preferência importadas. E tudo em ordem.

(…) Não se preocupe com a moda. Mas seja obsessiva com a elegância.

23
dez

presente de última hora

Não sabe o que comprar para a mãe ou para a tia de presente de Natal? E o amigo-secreto, ainda está em dúvida?

Voilá uma boa dica: a biografia do Erasmo Carlos, “Minha Fama de Mau”. Neste livro, Erasmo conta sua trajetória desde os tempos de garoto quando aprontava pelas ruas da Tijuca, até os dias atuais, passando pela juventude ao lado de Tim Maia e o sucesso com Roberto Carlos.

O livro apresenta histórias da vida do compositor de uma maneira divertida e agrada aos fãs de biografias, música e, claro, aos fãs da Jovem Guarda.

Com cabeça de homem e coração de menino, o cantor e compositor conta suas divertidas memórias, da infância humilde à consagração como ídolo do rock

Ele veio ao mundo para topar qualquer parada. Erasmo Carlos não só venceu os muitos desafios que o destino colocou no seu caminho, como se tornou um dos primeiros popstars brasileiros. Minha Fama de Mau conta como o menino criado pela mãe numa casa de cômodos, superou todas as limitações e o preconceito da Zona Sul carioca, consagrando-se, junto ao amigo Roberto Carlos, como o porta-voz sentimental de milhões de pessoas.

Não só um ícone da MPB, Erasmo é também, como diz a letra de Amigo, uma pessoa doce, engraçada e generosa. Um artista deliciosamente humano que, através de suas memórias, conta as dificuldades e alegrias da juventude marcada pelo fenômeno da Jovem Guarda e da fama tão inesperada como explosiva.

No começo de tudo, era quase impossível prever que tanto sucesso chegaria. De estoquista de loja de sutiãs a carregador de tijolos refratários, Erasmo fez de tudo até alcançá-lo – experiências frustradas que o convenceriam de que seu destino definitiva-mente era trabalhar com música. O primeiro passo era pensar no nome artístico:

“Sempre achei o nome Erasmo, sozinho, de uma pobreza enorme, artisticamente falando. Não me sentia confortável ao ser anunciado nas quermesses. Resolvi então as-sumir meu nome completo e ficou pior”, conta ele, que, na falta de um segundo nome forte para um cartão de visitas, foi buscar inspiração num almanaque que destacava a energia ímpar atribuída ao nome Carlos pelos mestres do ocultismo. Cada letra que compõe o nome é na verdade a inicial de uma representação da nobreza: “C” de Cristo, rei dos judeus; “A” de águia, rainha das aves; “R” de rosa, rainha das flores; “L” de leão, rei dos animais; “O” de ouro, rei dos metais; e “S” de Sol, rei dos astros. “Erasmo Carlos. Esse era eu.”

Nascia dentro do jovem rapaz a personalidade hoje consagrada por parceiros como Rita Lee, para quem Erasmo é o “pai do rock brasileiro”. Mas o peso do título jamais seria razão para deslumbramento. Neste livro, o adulto que conta as histórias é o mesmo garoto criado com simplicidade e amor pela zelosa Dona Diva. Os vizinhos do velho casarão tijucano só não poderiam imaginar que o mesmo Erasmo que aprontava todas ao lado de Tim seria hoje uma figura ilustre da música brasileira ao lado do mesmo Tim, sobrenome Maia.

Por dois anos e meio Erasmo reuniu essas e outras passagens que costurariam os detalhes de sua vida e sua carreira. Aos 68 anos, quase seiscentas composições e muitos prêmios depois, se mostra tão à vontade no texto quanto nos tempos da Jovem Guarda. As amizades, cultivadas ao longo de décadas, continuam firmes. A família é representa-da pelos filhos Gil, Gugu e Léo, que formam junto ao pai “os quatro homens dependen-tes”, de quem fala na música Mulher, de 1981. Personificada, essa mulher seria Nara, sua esposa por 16 anos e ainda fonte de inspiração. Sentado à beira do mesmo caminho, Erasmo acredita na sorte: “Mas também acredito no azar, bicho. Consegui na vida muito mais do que imaginei, não tenho do que reclamar.” – Sinopse extraída do site da Editora Objetiva

7
nov

as últimas 10 coisas que comprei off – nº 10

Esta semana, eu não consegui resistir e fiz algumas comprinhas. Parte delas estimulada por um bônus que recebi de uma livraria, o que me valeu um desconto de 50%. Ebaaaa! Ler é bom demais!

1. Escapulário de prata;
2. Latinha porta coisas de costura;
3. Livros: Não é sopa – Nina Horta, A Bicicleta Azul volume 2 – Régine Deforges, Minha fama de mau – Erasmo Carlos, Bem que eu queria ir – Allen Shawn, Os segredos das mulheres fracesas – Mireille Guiliano;
4. Blusas para o verão na Hering;
5. Esfoliante para o rosto (não lembro a marca, mas em breve eu vou postar sobre ele);
7. Produtos Avon: loção secativa Clearskin, Magix e sabonete de erva doce;
8. Açaí na tigela;
9. Água mineral;
10. Revista Língua Portuguesa – não conhecia, mas adorei a revista que comprei hoje a tarde e já li quase inteira.
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